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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Transtorno Bipolar: Como identificar, diagnosticar e conviver com um familiar que sofre de transtorno bipolar. Livro Transtorno Bipolar - O QUE É PRECISO SABER


 O Transtorno Bipolar atinge um número enorme de pessoas e o seu diagnóstico tem sido muito importante para que os pacientes possam conviver e ter uma vida natural e feliz.

Reconhecer os primeiros sinais e sintomas, identificar a mania e a depressão são importantes para aprender a cuidar e a conviver com os altos e baixos e as oscilações presentes no humor de pessoas com esse distúrbio.

O paciente com transtorno bipolar, assim como os familiares que podem dar apoio e ajudar no tratamento, pode compreender mais os sintomas, as causas, o autocontrole, o que prestar atenção para falar ao médico, como enfrentar suas dificuldades, o que fazer nos momentos de desequilíbrio e o que esperar da evolução e do tratamento.

Com mais informações e conhecimento, é possível se preparar, manter um melhor bem-estar e equilíbrio do quadro de humor, adotar medidas preventivas, praticar exercícios e formar uma rede de apoio que sustentará de forma mais significativamente uma qualidade de vida satisfatória e favorável.

Faltava um livro que descrevesse em linguagem acessível, como compreender este distúrbio e como dirigir o assunto, não só a profissionais da área, mas também e principalmente, aos pacientes e familiares, explicando e transmitindo de forma simples e segura, as causas, sintomas, tratamentos, conseqüências e os aspectos da convivência com esse transtorno.

O livro, lançado pela M.Books é repleto de informações e conselhos práticos e mostra como enfrentar as dificuldades e a recobrar a qualidade de vida.

No livro, o pesquisador e clínico Dr. David J. Miklowitz, oferece ferramentas que podem ajudar a atingir o equilíbrio e livrar-se do impasse emocional que resulta quando os sintomas do transtorno governam a vida, sem sacrificar o direito a experiências emocionais variadas e enriquecedoras.

O livro traz informações importantes sobre situações como:
  • Reconhecendo os Primeiros Sinais de Mania ou Depressão.
  • Contatando o Médico para Encontrar a Medicação e a Terapia Adequada.
  • Entendendo os Altos e Baixos, e quando os Sintomas Estão Falando.
  • Evitando que Oscilações de Humor Governem sua Vida, e o Acompanhem em Casa e no Trabalho.

 Saiba como superar esses obstáculos causados pelo transtorno bipolar, e mais:

  • Como distinguir os primeiros sinais de oscilação do humor bipolar dos altos e baixos normais?
  • Que medicações estão disponíveis e quais são seus efeitos colaterais?
  • O que fazer quando estiver entrando em um quadro de mania ou de depressão?
  • Como obter ajuda e apoio?
  • Como relacionar-se no trabalho sem colocar a carreira em risco?


Sobre o autor

David J. Miklowitz é professor de psicologia da Universidade do Colorado, em Boulder, onde é membro docente desde 1989. É co-autor do premiado manual profissional Bipolar Disorder: A Family-Focused Treatment Approach. Sua pesquisa foi subsidiada pelo National Institute of Mental Health e pela MacArthur Foundation

Nome do livro: Transtorno Bipolar – O que é preciso saber (2009)
Editora: M. Books do Brasil
Autor: David J. Miklowitz
Tradução: Maria Lúcia Rosa

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terça-feira, 25 de maio de 2010

Morbidade Psicológica

Agência Notisa

      A ligação entre o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), as memórias de pacientes da UTI (unidade de tratamento intensivo) e as práticas e dosagem de sedação foi a base de estudo europeu divulgado  pelo Journal of Intensive care Medicine. O estudo, realizado em hospitais do Reino Unido, Suécia, Itália e Noruega, com 230 pacientes em recuperação e pós-ventilados, acompanhados por 3 meses após a alta na UTI, mostra que o desenvolvimento de TEPT está relacionado a como os pacientes são atendidos durante o tratamento, impactando diretamente sobre a morbidade psicológica subsequente,. Segundo os autores, deve ser estudada futuramente essa ligação para verificar a maneira pela qual pacientes são sedados na UTI e como a restrição física é utilizada. Os fatores encontrados, relacionados ao desenvolvimento de TEPT, foram lembranças de memórias delirantes, sedação prolongada e restrição física sem sedação.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Transtorno da Personalidade Narcisista

"O Alquimista conhecia a lenda de Narciso, um belo rapaz que todos os dias ia contemplar sua própria beleza num lago. Era tão fascinado por si mesmo que certo dia caiu dentro do lago e morreu afogado. No lugar onde caiu, nasceu uma flor, que chamaram de narciso.
Mas não era assim que Oscar Wilde acabava a história.
Ele dizia que quando Narciso morreu, vieram as Oréiades - deusas do bosque - e viram o lago de água doce, num cântaro de lágrimas salgadas.
_ Por que você chora? _ Perguntaram as Oréiades.
_ Choro por Narciso _Disse o lago.
_ Ah, não nos espanta que você chore por Narciso _ continuaram elas. _ Afinal de contas, apesar de todas nós sempre corrermos atrás dele pelo bosque, você era o único que tinha a oportunidade de contemplar de perto sua beleza.
_ Mas Narciso era belo? _ perguntou o lago.
_ Quem mais do que você poderia saber disso? _ responderam, surpresas, as Oréiades.
_ Afinal de contas, era em suas margens que ele se debruçava todos os dias.
O lago ficou algum tempo quieto. Por fim, disse:
_ Eu choro por Narciso, mas jamais havia percebido que Narciso era belo.
"Choro por Narciso porque, todas as vezes que ele se deitava sobre minhas margens eu podia ver, no fundo dos seus olhos, minha própria beleza refletida". (COELHO, Rocco, 1988).


Características Diagnósticas
 
     A característica essencial do Transtorno da Personalidade Narcisista é um padrão invasivo de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia, que começa no início da idade adulta e está presente numa variedade de contextos.
     Os indivíduos com este transtorno têm um sentimento grandioso da sua própria importância (Critério 1). Rotineiramente superestimam as suas capacidades e exageram as suas realizações, frequentemente parecendo presunçosos ou arrogantes. Podem presumir que os outros atribuem o mesmo valor aos seus esforços e surpreender-se quando não recebem o louvor que esperam e julgam merecer. Um menosprezo (desvalorização) da contribuição dos outros frequentemente está implícito na apreciação exagerada das suas próprias realizações.
    Essas pessoas preocupam-se constantemente  com fantasias de sucesso ilimitado, poder, inteligência, beleza ou amor ideal (Critério 2). Podem ruminar acerca de uma admiração e privilégios a que teriam direito e comparar a si mesmos com vantagem sobre pessoas famosas e privilegiadas.
     Um indivíduo com Transtorno da Personalidade Narcisista acredita-se superior, especial ou único e espera ser reconhecido pelos outros como tal (Critério 3). Pode achar que somente consegue ser compreendido e apenas deve associar-se com outras pessoas especiais ou de situação elevada, podendo atribuir qualidades de "singularidade", "perfeição" ou "talento" àqueles a quem se associa. Os indivíduos com este transtorno acreditam ter necessidades especiais, que estão além do entendimento das pessoas comuns. A sua própria auto-estima é amplificada (isto é, "espelhada") pelo valor idealizado que atribuem àqueles a quem se associam. Tendem a insistir em ser atendidos apenas pelos "melhores" (médicos, advogados, instrutores, cabeleireiros) ou em afiliar-se às "melhores" instituições, mas podem desvalorizar as credenciais daqueles que os desapontam.
     Os indivíduos com este transtorno geralmente exigem admiração excessiva (Critério 4). A sua auto-estima é, quase que invariavelmente, muito frágil. Podem preocupar-se com o quanto são considerados pelos outros. Isto frequentemente assume a forma de uma necessidade de constante atenção e admiração. Podem esperar que a sua chegada seja recepcionada com grande alarde e ficar perplexos pelo facto de os outros não cobiçarem tudo o que possuem. Podem "caçar" elogios constantemente, por vezes de maneira muito cativante.
    Um sentimento de intitulação manifesta-se na expectativa irracional destes indivíduos de receber tratamento especial (Critério 5). Esperam ser adulados e ficam desconcertados ou furiosos quando isto não ocorre. Podem, por exemplo, pensar que não precisam esperar na fila e que as suas prioridades são tão importantes que os outros lhes deveriam mostrar deferência, e ficam irritados quando os outros deixam de auxiliar no "seu trabalho muito importante".
    Este sentimento de intitulação, combinado com uma falta de sensibilidade para com os desejos e necessidades alheias, pode resultar na exploração consciente ou involuntária dos outros (Critério 6). Essas pessoas esperam que lhes seja dado o que desejam ou julgam precisar, não importando o que isto possa significar para os outros. Por exemplo, estes indivíduos podem esperar grande dedicação da parte dos outros e sobrecarregá-los de trabalho sem levar em conta o impacto que isto possa ter sobre as suas vidas. Tendem a formar amizades ou relacionamentos românticos somente se vislumbrarem a possibilidade de que a outra pessoa vá ao encontro de seus objetivos ou de outro modo aumente sua auto-estima. Eles frequentemente usurpam privilégios especiais e recursos extras, que julgam merecer por serem tão especiais.
     Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Narcisista em geral carecem de empatia e têm dificuldade em reconhecer os desejos, experiências subjetivas e sentimentos dos outros (Critério 7). Podem presumir que os outros se preocupam integralmente com seu bem-estar, e tendem a discutir as suas próprias preocupações em detalhes inadequados e extensos, deixando de reconhecer que os outros também têm sentimentos e necessidades. Estes indivíduos frequentemente desprezam e impacientam-se com outras pessoas que falam dos seus próprios problemas e preocupações. Podem não perceber a mágoa causada pelos seus comentários (por ex., dizer alegremente a um ex-companheiro: "Agora encontrei o amor de minha vida!"; alardear saúde diante de alguém que está doente). Quando reconhecem as necessidades, desejos ou sentimentos alheios, tendem a vê-los como sinais de fraqueza ou vulnerabilidade. Aqueles que se relacionam com indivíduos com Transtorno da Personalidade Narcisista tipicamente descobrem neles uma frieza emocional e falta de interesse mútuo.
     Estes indivíduos frequentemente invejam os outros ou acreditam que os outros têm inveja deles (Critério 8). Podem guardar  rancor pelos sucessos ou posses dos outros, achando que seriam mais merecedores destas realizações, admiração ou privilégios. Podem desvalorizar rudemente as contribuições dos outros, particularmente quando estes receberam reconhecimento ou elogios pelas suas realizações.
    Comportamentos arrogantes e insolentes caracterizam estes indivíduos. Exibem  frequentemente atitudes snobes, desdenhosas ou condescendentes (Critério 9).
 
 




   Características e Transtornos Associados
 
     A vulnerabilidade da auto-estima torna os indivíduos com Transtorno da Personalidade Narcisista muito sensíveis a "mágoas"  por críticas ou derrotas. Embora possam não demonstrar abertamente, as críticas podem assolar esses indivíduos e levá-los a se sentirem humilhados, degradados e vazios. A sua reação pode ser de desdém, raiva ou contra-ataque afrontoso. Essas experiências frequentemente levam a um retraimento social ou a uma aparência de humildade que pode mascarar e proteger a grandiosidade.
     As relações interpessoais tipicamente são comprometidas pelos problemas resultantes do sentimento de intitulação, da necessidade de admiração e do relativo desrespeito à sensibilidade alheia. Embora a ambição e a confiança ufanista possam levar a altas realizações, o desempenho pode ser perturbado em virtude da intolerância a críticas ou derrotas. Às vezes o desempenho profissional pode ser muito baixo, refletindo uma relutância para assumir riscos em situações competitivas ou de outra espécie, nas quais a derrota é possível. Sentimentos persistentes de vergonha ou humilhação e a autocrítica pertinente podem estar associados com retraimento social, humor deprimido e Transtorno Depressivo Maior ou Distímico. Por outro lado, períodos persistentes de grandiosidade podem estar associados com um humor hipomaníaco. O Transtorno da Personalidade Narcisista também está associado com Anorexia Nervosa e Transtornos Relacionados a Substâncias (especialmente relacionados à cocaína). Os Transtornos da Personalidade Histrionica, Borderline, Anti-Social e Paranóide podem estar associados com o Transtorno da Personalidade Narcisista.
 



   Características Específicas à Idade e ao Género
     Os traços narcisistas podem ser particularmente comuns em adolescentes, não indicando, necessariamente, que o indivíduo terá um Transtorno da Personalidade Narcisista. Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Narcisista podem ter dificuldades especiais no ajustamento ao início das limitações físicas e ocupacionais inerentes ao processo de envelhecimento. Os homens perfazem 50 a 75% dos indivíduos com o diagnóstico de Transtorno da Personalidade Narcisista.
 



   Prevalência

     As estimativas da prevalência do Transtorno da Personalidade Narcisista variam de 2 a 16% na população clínica e são de menos de 1% na população geral.